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sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

A IMPORTÂNCIA DOS SISTEMAS DE GESTÃO DE HIGIENE, SEGURANÇA E SAÚDE DO TRABALHADOR

Neilson Guimarães *

Segurança e Saúde do Trabalho, é o conjunto de atividades relacionadas à identificação de riscos e prevenção de acidentes no ambiente de trabalho. Segundo (Chiavenato, 1997, p. 448), a Segurança do Trabalho é: "o conjunto de  medidas técnicas, educacionais, médicas e psicológicas, empregadas para prevenir acidentes, quer eliminando as condições inseguras do ambiente, quer  instruindo ou convencendo as pessoas da implantação de práticas preventivas”.

Dados históricos constatam que Aristóteles (384 – 322 a.C.) cuidou do atendimento e prevenção das enfermidades dos trabalhadores no século IV a.C. Platão, na mesma época, constatou e apresentou enfermidades específicas do esqueleto que acometiam determinados trabalhadores no exercício de suas profissões. Caio Plinio Segundo (23-79 d.C.), conhecido como Plínio, o Velho, considerado o maior naturalista romano publicou a “História Natural”, na qual, pela primeira vez, foram abordados temas referentes à Segurança do Trabalho, discorrendo sobre o chumbo, mercúrio, poeiras e menciona também o uso de máscaras pelos trabalhadores expostos a estes materiais em função de suas atividades. Hipócrates (460 – 370 a.C.), revelou a  origem de doenças  profissionais que acometiam os trabalhadores nas minas de  estanho. Galeno  (129 – 201 d.C.) preocupou-se com o saturnismo (intoxicação causada pelo chumbo). (MULATINHO L. M. 2001)

Considerada referência do século XX, sob o título de “Almoço no topo de um arranha-céu”, a fotografia feita por Charles C. Ebbets no ano de 1932, mostrou trabalhadores almoçando, sem segurança, no alto dos 69 andares do RCA Building no complexo do Rockefeller Center – Nova York

No século XIII, Avicena (908 – 1037), se preocupa com o saturnismo, e o indica como causa das cólicas provocadas pelo trabalho em pinturas, pois  se usava tinta à base de chumbo. No século XV, Ulrich Ellembog editou uma série de publicações nas quais preconizava medidas de Higiene de Trabalho.  Paracelso (1943 – 1541)  divulgou estudos relativos  às infecções dos mineiros do Tirol.


Sabemos que os riscos de acidentes e doenças originários da ação do trabalho humano estão presentes em atividades diversificadas, de acordo com Barkokébas Junior et al. (2004) a ocorrência desses sinistros  representam  altos  custos  que podem tomar proporções bastante vultosas para  as  empresas atingidas.

Durante o ano de 2004 o Ministério da Previdência Social registrou 458.956  acidentes  de  trabalho em todo o país. O Sindicato da Indústria da Construção Civil no Estado de Pernambuco – SINDUSCON/PE, publicou em 2006 um  trabalho  apresentando  análises  das  Comunicações  de Acidentes de Trabalho – CAT registradas no ano de 2004. Verificou-se nos dados apresentados que a  indústria  da  construção civil é responsável por (7,14%), antecedido pela indústria da  transformação (28,91%),  comércio-reparação  de  veículos  automotores-objetos  pessoais  e  domésticos (12,16%),  agricultura, pecuária, silvicultura, exploração  florestal  (10,29%),  atividades imobiliárias e  serviços prestados  às  empresas  (10,01%), serviços de transporte, armazenagem e comunicação (8,76%), serviços sociais e de saúde (7,30%).

Os altos custos indiretos ocorridos por virtude da falta de Segurança no Trabalho são elementos evidentes para alertar os empresários com relação ao volume de recursos que é desperdiçado cada vez que ocorre um acidente de trabalho, sendo estes dados, fortes argumentos para estimular investimentos na área de segurança”. (Saurin et al. 2000)

Em virtude dos dados disponíveis relatando os passivos sociais gerados com doenças, acidentes e óbitos dos trabalhadores, há necessidade das empresas adotarem uma  postura  organizacional  voltada  para  a Segurança e Saúde no Trabalho. É imprescindível que os administradores integrem nos atos administrativos das organizações empresariais ações concretas voltadas para segurança, saúde, bem-estar e moral de seus  funcionários,  através da adoção de Sistemas de Gestão em Segurança e Saúde no Trabalho (GSST).

O Sistema de Gestão de Segurança e Saúde no Trabalho tem sido aplicado em organizações complexas de grande porte com altos riscos, e, em  organizações de pequeno porte com baixos riscos, o sistema auxilia a mitigação dos vários riscos para os trabalhadores gerando melhorias no desempenho dos negócios, tal fato evidencia em clientes e colaboradores uma imagem de eficácia no mercado,  a GSST é um processo dinâmico que tem como base a avaliação periódica e a implementação de ações corretivas no ambiente de trabalho.

Melhorar a segurança, a saúde e o meio ambiente de trabalho prevenindo riscos de acidentes e doenças ocupacionais além de aumentar a produtividade e qualidade dos produtos, diminui o seu custo final, em função das diminuições das interrupções nos processos, e principalmente os acidentes e doenças  ocupacionais. 

A segurança no trabalho, além de imposição legal, deve ser tratada por gestores e colaboradores como um conjunto de técnicas empregadas para prevenir acidentes de trabalho, é importante que essas técnicas façam parte do planejamento estratégico dos empreendimentos desde a concepção e sejam incorporadas ao processo de produção das empresas, para  isto é necessário  um planejamento  que  permita  a  participação  de todos os envolvidos nos projetos, e que parta destes, a administração e inserção de soluções viáveis nas práticas de responsabilidade social, gestão de pessoas e gestão ambiental.


 REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
  
-  BARKOKÉBAS  JR., B.; LAGO, E.M.G.; VÉRAS,  J.C.; MARTINS, L.B. Acidente  fatal  na  indústria  da construção civil: impacto sócio-econômico. In: XIII Congresso Brasileiro de Ergonomia – ABERGO. Fortaleza, 2004a.

- CHIAVENATO, Idalberto. Higiene e segurança do trabalho. In: Recursos   humanos. São Paulo, cap.V,  p.441- 447, 4.ed. Atlas, 1997. 

-  Dicas de Prevenção de Acidentes e Doenças no Trabalho: SESI - SEBRAE
Saúde e Segurança no Trabalho : Micro e Pequenas Empresas / Luiz Augusto Damasceno Brasil (org.). - Brasília:SESI-DN,2005. 68 p. ISBN 85-88199-73-4

MULATINHO, Letícia Moura. Análise do sistema de gestão em segurança e saúde no ambiente de trabalho em uma instituição hospitalar / Letícia Moura Mulatinho – João Pessoa:2001.

SAURIN, T.A.; LANTELME, E.M.V; FORMOSO, C.T. Contribuições para revisão da NR-18: condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção (relatório de pesquisa). Porto Alegre: Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil e Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção, UFRGS, 2000. 140p.

- Sistema de Gestão de Segurança e Saúde Ocupacional: Fator crítico de sucesso à implantação dos princípios do desenvolvimento sustentável nas organizações  brasileiras.
   Osvaldo Luiz Gonçalves Quelhas; Gilson Brito Alves Lima                                 
©INTERFACEHS – Revista de Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente - v.1, n.2, Artigo 2, dez 2006  
   
NOTAS:
 - *
 - Bacharel em Arquitetura e Urbanismo;
 - Especialista em Gestão e Educação Ambiental;
 - MBA em Gestão de Obras e Projetos;
 - Pós Graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho;
 - Pós Graduado em Gestão Empresarial;
- Mestre em Gestão e Auditorias Ambientais com ênfase em Engenharia e Tecnologias Ambientais.
 - Membro do Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Vitória - COMDEVIT;
- Membro do Conselho Regional de Meio Ambiente - CONREMA V;
 - Consultor Técnico associado à COOPTEC - Cooperativa de Trabalho em Tecnologia, Educação e Gestão;



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