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terça-feira, 9 de setembro de 2014

É PRECISO EXPIRAR PARA TRANSCENDER...


Neilson Guimarães *

Anúbis, considerado a primeira múmia do Egito Antigo, com o corpo de homem e  cabeça de chacal, era referendado como Deus e Juiz dos mortos. A origem de seu nome parece ser uma derivação de “inep”, que significa “purificar”, ou “apodrecer”.

Nascer, crescer, reproduzir, envelhecer, morrer... Para a maioria das pessoas, esse ciclo é considerado natural, mas, nem sempre aceitável, assim, o processo morrer não é pensado. Houve épocas na história em que a morte era aceita sem temores, e a pessoa era respeitada por todos, morria-se em casa junto aos familiares e amigos. Hoje se morre mais nos hospitais do que em casa.

                        Anúbis pesando o coração de uma sacerdotisa. O órgão foi posto no 
                           prato da esquerda, no prato da direita está a representação da verdade. 
                           No alto da balança o deus Thoth, com aparência de babuíno, anota o resultado.
                           A direita mesa com oferenda de um quarto de carne...

Nenhum acontecimento é capaz de suscitar nas pessoas, mais pensamentos dirigidos pela emoção e reações emocionais do que o fim da vida. Certamente falar sobre morte desperta temor e medo em todos, pois está associado à tristeza, a perda, ao silêncio e ao desaparecimento, o que explica as dificuldades em lidar com o tema, entretanto, por muito tempo a morte foi considerada como parte da vida. 

O fim do ciclo da vida se dava com cerimônia pública organizada pelo próprio desencarnado, onde participavam a família, amigos, vizinhos e crianças, que permaneciam ao lado do corpo, transformando aquela experiência individual num acontecimento tribal coletivo. Os antigos pareciam saber mais sobre a morte, conheciam bem os sinais que a antecediam, e tomavam providências em relação à sua vida.
                           Charles Sprague Pearce - A Village Funeral in Brittany 
                           Um funeral em aldeia da Bretanha, 1891. Óleo sobre tela

Nessa época, as simplicidades dos ritos da morte eram aceitas e cumpridas sem muito drama ou emoções excessivas, o que chamavam de "morte domada”, dessa forma, a morte era vista como processo da vida.

Com o passar dos séculos, as concepções sobre morte e morrer se alteraram, e de compreendida, hoje é negada, não esperada.  No século XX, a morte não era vista nem como horrível, nem com agradável, passou despercebida.

Morte e o morrer são fenômenos dinâmicos dentro do contexto de vida material, e por serem percebidos predominantemente como fatos finalistas constituem-se num desafio. Dado a efemeridade da vida é imprescindível que se busque equilíbrio para viver com qualidade a passagem no plano material.

Metafísicos e teístas, geralmente acreditam que algum tipo de ultravida aguarda os mortos, já ateus não acreditam em vida após morte. Membros de religiões, como o Budismo, acreditam na vida após a morte, e na reencarnação, sem fazer referências a Deus. Alguns humanistas, pós-humanistas, e empiristas, asseveram que não há uma ultravida.

Muitas religiões, crendo ou não na existência de um outro mundo, como o cristianismo, o islamismo e muitos sistemas de crenças pagãos, ou em reencarnação, como muitas formas de hinduísmo e budismo, acreditam que o status social de alguém na ultravida é uma recompensa ou punição por uma conduta.

                                    Representação do Umbral localidade do chamado "astral inferior", onde ficam 
                            espíritos que precisam pagar por infrações cometidas contra as leis de Deus
                            https://www.youtube.com/watch?v=R1aQDFT_b-c

A vida desregrada leva a uma existência doentia e descartável, e por fim, na pior das hipóteses aos leitos hospitalares, e cemitérios. Nesse momento todos ficam sem saber como agir para não experimentarem sentimentos de culpa, angustias, medo e sensações de fracasso, relacionados a impotência humana perante a morte de uma pessoa querida.

Viva com qualidade, e tenha a morte sadia como elemento integrante do ciclo natural da vida. Weil, citado por Paduan (1984) menciona: “A morte esta presente em todos os momentos da vida, como um processo de mudança, de transformação”, dessa forma, tratar a morte é exaltar a própria vida, e a melhor forma de amparar familiares, amigos e conhecidos no momento da inevitável finitude material terrena.

NOTAS:
- * -
- Bacharel em Arquitetura e Urbanismo;
- Especialista em Gestão e Educação Ambiental;
- Pós Graduado - MBA em Gestão de Obras e Projetos, pela Universidade Cruzeiro do Sul, SP;
- Pós Graduado em Engenharia de Segurança do Trabalho;
- Pós Graduado em Gestão Empresarial;
- Mestre em Gestão e Auditorias Ambientais com ênfase em Engenharia e Tecnologias Ambientais    pela Universidade de Leon, Sapaña.
- Ex Membro do Conselho Metropolitano de Desenvolvimento da Grande Vitória - COMDEVIT;
- Membro do Conselho Regional de Meio Ambiente do ES - CONREMA V;
- Mebro do Conselho Gestor do Sistema de Transportes Públicos Urbanos de Passageiros da Região    Metropolitana da Grande Vitória - CGTRAN-GV.

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